Guarde, guarde e guarde - Coisinhas que a princípio não valorizamos, mas que a longo prazo rendem demais

Isso vai ser breve (ou não).

Quando começamos na mágica, de cara desconhecemos muitas coisas.

🙄 🙄 🙄

🤔

Não me refiro ao que "não sabemos" a nível técnico e que teremos que aprender com estudo e prática (ou comprando um gimmick e pronto), prefiro me referir a..., "com o que JÁ CONTAMOS (sem saber) e jogamos no lixo".

--- Uma mini história pessoal ---

A grande maioria, suponho, aprenderá primeiro técnicas básicas e depois, progressivamente, irá aumentando o número de técnicas.

Deveria ser assim, embora no meu caso não tenha sido...

Este foi o dia em que comecei de verdade a levar a mágica a sério ----> https://www.instagram.com/p/nL0eXOTBDu/

(Assim inaugurei meu Instagram que, aliás, não dedico de forma alguma à mágica, mas sim a outros hobbies como plantas, e em geral a outras coisas)

No primeiro mês fazendo mágica.., mal conseguia controlar o Double Lift, alguns cortes falsos..., pouco mais, também sabia controlar uma carta escolhida no TOP ou no BOTTOM e só (típica mistura na mão com controle de uma única carta), pouco mais tinha polido.

Ainda assim, comprei o Zenith, de David Stone, e em questão de poucos dias, estava fazendo isso para as pessoas:

Sem o menor problema, fazia o truque.

Só precisava de uma mistura falsa, um corte falso, colocar a carta no TOP (também dá para fazer no BOTTOM), a técnica que o David explica (que só requer prática e nem sequer misdirection, pois ela mesma se cobre) e pronto para estampar cartas assinadas pelo espectador em todos os tetos da minha cidade.

E não só isso, todas as possibilidades que esse gimmick oferece, pois "a ideia" é tão simples quanto funcional e efetiva.

Outro gimmick (ou ideia) que também comprei naquela época (comprei muita coisa) foi o Any Card to Any Spectator's Wallet de Jeff Kaylor e Michael Ammar,

Isso não tem nada a ver com a publicação, mas quis comentar aqui caso alguém se interesse.

Eu estava obcecado em controlar tudo sem mal ter aprendido técnicas, e a verdade é que a ideia de Jeff e Michael é brutal pois, salvo saber fazer misdirection no milissegundo apropriado, o resto já está feito, unicamente controlar a carta do espectador no TOP ou BOTTOM antes de uma mistura na mão falsa e pronto.

--- Ao tema ---

Bom, os exemplos (da minha vida) são para contextualizar o que vou contar agora.

Vou dizer coisas que vocês deveriam guardar, MAS não vou dizer o porquê.

E me explico:

Não posso dizer o porquê, já que estaria revelando segredos de produtos que ainda estão à venda, portanto, me parece inapropriado.

Dito isso, cedo ou tarde vocês descobrirão o porquê e pensarão o seguinte:

"Se eu soubesse disso antes, não teria jogado nada fora"

Daí esta publicação... 😋

Sei que é um pouco críptico, mas deve ser assim, por respeito à criatividade.

Ok, vamos dar uma olhada.

BlockNote image

As caixas e os próprios plásticos das caixas.

As caixas, talvez seja mais comum guardar (servem para tantas coisas...) mas os plásticos delas não é tão comum, o mais normal é rasgá-los, e assim como as caixas, valem para muitos efeitos.

Outra coisa que é comum quebrar ao abrir o baralho, são os selos.

A grande maioria dos baralhos traz o mítico selo de garantia.

BlockNote image

Pois bem, desde , você deveria ter à mão Post-it (notas autoadesivas), e a cada baralho novo com selo, resgatar e colar no Post-it.

BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image
BlockNote image

Ok, ok, porquêêêêê?????, diga-nos o motivo!!!!.

Sério, sem revelar segredos, não posso dizer. Eles têm tanta infinidade de utilidades.

Enquanto aprendem, e ainda não sabem, pelo menos acumulem, quando chegar o momento, ficarão muito agradecidos por terem guardado os selos (e o resto das coisas).

Espero que este conselho, a longo prazo (especialmente para quem está começando) seja útil.

Um abraço e boa mágica!!!

7
6
Participe da conversa...
Gabriel Musso Stari·

Eu também guardo o plástico dos baralhos (principalmente para evitar que eles estraguem) e os lacres; mas eu tiro de outra forma, com um isqueiro e muito cuidado, a uma distância segura do baralho. Com o calor da chama, a cola amolece e assim eu conservo o lacre sem o risco de rasgar por acidente.

4

@cecilia.stari:

eu retiro de outra forma, com um isqueiro e com muito cuidado, a uma distância prudente do baralho; com o calor da chama, a cola amolece.

É outra forma perfeita de fazer isso.

No início, eu os retirava com um secador. Muitos deles soltavam sozinhos com o calor do ar; os que não..., bastava puxar um pouco e saíam sem problema nenhum.

Mas, no meu caso, acabei me cansando de usar o secador 😅 (principalmente no verão 😂).

Além disso, para certos gimmicks, me interessa que o selo pareça "um pouco gasto" para disfarçar melhor.

E então optei por, de um lado, comprar selos:

Os quais me servem para alguns gimmicks específicos.

E os 'reciclados' que me servem para outros.

Mas isso já são mais manias pessoais 😊.

Seja como for, o método por calor é um método muito bom.

2
SGab·

Que baita truque o do isqueiro. Tem mais algum?

Abraço

0
Mario Garcia·

Bem-vinda, Cecilia

Belo truque!!

E depois, o que você faz com os selos?

Como você os conserva?

Saudações

0
DeZeta Pil·

Muito bom conselho, Zeta. Na mágica nada se joga fora. Eu uso as cartas de propaganda para fazer testes, rasgar, desenhar nelas, etc.

Por outro lado... Um pacote com 100 selos de baralho custa uns 5-8€. 20 caixas Rider Back custam por aí. E assim por diante. É preciso considerar que existem materiais muito baratos e acessíveis.

Olha que eu sou bem acumulador e guardo tudo o que acho que vai ser útil no futuro; até os papelões pretos de alguma caixa já me serviram para fazer envelopes de duas saídas. Por outro lado, também depende de onde cada um mora, das taxas de importação, etc.

De qualquer forma, bom conselho. Quase tudo é reciclável.

2
Iván Ortiz Solá·

Sinceramente, como estou começando, vou seguir o conselho 😁 ótima dica de como aproveitar cada elemento 👏👏👏

1